Eu me lembro do barulho da água,
Quando você tomava seu banho
E cantava umas canções sobre mágoa
Em um tom um pouquinho estranho.
Eu me lembro que você reclamava
Bem no meio do café da manhã
Tantas coisas que você não gostava
Mesmo assim ainda era seu fã.
Disse um dia que já não mais me amava
Foi embora sem mais explicações
E eu lembrando do barulho da água
E também dos cafés das manhãs.
sábado, junho 27, 2020
segunda-feira, junho 22, 2020
Pesadelo alucinante
Depois de muito tempo esmagados
Pela pedra da falsa aparência
Os Aldeões cansados
Removeram aquela indecência
E pela vontade de todos
Que eram a maioria
As sombras foram expulsas
Para volta da luz do dia.
Os vermes inconformadas
Com a Nova Ordem vigente
Tramaram por todo lado
Fingindo serem decentes.
E Fez-se grande corrente
De todos os interessados
Começando pelos Arautos
Que antes eram remunerados.
A Trama tinha mais gente
Do Que Os Donos das notícias
Soldados mostrando os dentes
Agrupados em Milícias
Com a falta do alimento
Provindo da corrupção
Foi ficando mais violento
O modo da reação
Mais à frente das Cortinas
Onde o povo se avizinha
O discurso determina
Uma história bonitinha
Liberdade, liberdade
Era o que se repetia
No coral da insanidade
Dos Defensores da democracia
Mas também foi necessário
Um inimigo, um vilão
Porque esse povo otário
Tem medo do bicho papão.
Então os anjos de pretas capas
Desceram para governar
Criaram as novas leis
Para todos subjugar
E a lei mais importante
Desse novo sistema
É que de agora em diante
Não se pode criticar o esquema
Pois em um novo dicionário
Crítica virou ameaça
E os anjos visionários
Criaram a lei da mordaça.
E o que tanto se temia
O que era só conjectura
Emergiu à luz do dia
Salve a nova ditadura !
E aqueles barulhentos
Que de mãos dadas falavam em resistir
Eram só bolor fedorento
Só barulho sem agir.
Tudo isso aconteceu
Em local e época distantes
Quase tudo sonho meu..
Pesadelo alucinante.
sábado, junho 20, 2020
Casa assombrada
Se eu lhe contar que sonhei
Não me pergunte com o quê
Quando disser que gostei
Desconfie que foi com você.
Se eu misturar emoções
Não me censure com rigor
Pois já entendi que as estações
São todas propícias ao amor.
O tempo das paixões se foi
Restou o afeto,
O respeito...
O amor ?
O tempo das paixões se foi
Restou o sentimento discreto,
A saudade,
A dor ?
Não há resposta
Não há solução
Só essa casa assombrada
Dentro do coração.
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