quarta-feira, dezembro 23, 2020

terça-feira, dezembro 15, 2020

Rapunzel delirante

 Quase tudo nessa vida é efêmero

É de um gênero

Que não tem importância

É passageiro... Poder, dinheiro

E tudo que é fruto de tanta ganância.


Todo mundo um dia encontra a morte...

Feliz, com sorte 

Ou então indiferente

Toda alegria ou sofrimento

Tem seu momento

De chegar e deixar a gente.


Eu não sei  porque essa gente se debate

Como um peixe agonizante fora d'água

Pois na água sabe que não vai ficar

O mundo gira sempre ignorando

Os desejos de quem vive nesse lugar

Continua e segue então girando

No espaço navegando

Até um dia acabar


Não somos nem um grão de poeira 

Na esteira do universo

Ou na rima desses versos

Que logo irão se acabar

Eu acho graça do poder

E dos poderosos,

Habitantes melindrosos

Desse circo de ilusões

E acho até graça de mim mesmo

Esse resto de torresmo

Que o garçom joga no lixo...


Menestrel da crítica sem alcance

Tem quem olhe, de relance

Sem querer se aprofundar...


A Rapunzel careca delirante

Escondida numa estante

Esperando tudo acabar.