Era um dia tão comum
lá no meio do cerrado
e de lugar nenhum
veio um fogo apressado
destruindo com beleza
a obra da natureza
tilitando, crepitando...
avançava amedrontando...
E o ipê colorido
foi pelas chamas cercado
e como foi doído
vê-lo todo ser queimado
num instante era belo
todo em flor em sua grandeza
mas as chamas que passaram
levaram esta sua beleza...
A flores ficaram cinzas
o tronco ficou queimado
e nascia o ipê cinza
lá do meio do cerrado
o fogo passou
o ipê ficou
a cor mudou
e como a beleza
da natureza é inerente
o triste ipê cinzento
na tristeza do momento
revestiu-se de significados...
de significados indistintos
aqueles que um espírito faminto
absorve encantado
E a imagem do ipê
ficou em meu coração
como algo que a gente vê
com olhos bem além da visão
A angústia do momento
a tortura e o tormento...
instrumentos...
de transformação.
M Cavalcanti
sexta-feira, dezembro 15, 2006
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