A palavra fere
A palavra mata
A palavra envolve
A palavra agrada.
A palavra incomoda e também pertuba
A palavra incita a agitação da turba.
A palavra inspira e também destrói
A palavra agita e também constrói.
Então por que se dá tanto poder às letras ?
Coisas pequenas, sem músculos, sem corpo, sem armas...
Por que o medo do que está escrito num livro fechado
que antes de ser aberto teve que ser queimado ?
Por que os sábios que não aceitam contestações
tiveram que editar um índice de proibições ?
A palavra lida pode te divertir
Quando entendida, pode te advertir
A palavra dita na boca inflamada
pode despertar uma alma parada...
Esse é o poder, que não tem medida
por isso a palavra será sempre combatida.
Mas não há combate contra tal instrumento
Só a ignorância... esse desalento,
Esse analfabetismo, imposto ou volutário
só ele vence a palavra, mostro sanguinário !
Mas a vitória é curta, é de ocasião
quem não lê escuta, presta atenção
e com o pasar do tempo, quem não entendia
fica mais atento, abre-se para um novo dia !
A palavra vai
A palavra volta
A palavra segue
A palavra anota
E já está na hora
Deste acabar
Pois a palavra cansa
Quando fica só a rodar.
MCavalcanti
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Seres a parte
Antes eram só os juízes. Agora, os deputados federais e demais políticos do legislativo estão achando que são seres especiais com direitos especiais e que todos devem achar que isso é a coisa mais normal do mundo, e que não existe nada errado em reajustar os próprios salários sem prestar satisfações a mais ninguém. Todos os demais trabalhadores brasileiros precisam negociar com seu patrão e lutar por salários e até pela manutenção dos empregos... Mas deputados e juízes não !... para começar ter o povo como patrão é algo tão abstrato que significa que você não tem patrão nenhum. Assim, e com os inúmeros exemplos de canalhice e pouca vergonha completamente impunes, todos sentem-se mais a vontade para auto conceder um reajuste de 90 % aos próprios salários chegando ao absurdo de querer ganhar 25 mil reais num país onde o salário mínimo não passa de 400 ! Ou seja,
um deputado brasileiro acha que deve ganhar cerca de 65 vezes o valor do salário mínimo. Isso sem falar nas mordomias como auxílio moradia, auxílio paletó, verba de gabinete, etc, que elevam o custo de um deputado federal para quase 80 mil reais por mês. Isso sem considerar os décimo-terceiros, décimo-quarto e décimo quinto-salários que eles recebem. Ser eleito deputado virou uma forma de ficar rico no Brasil.
A situação fica pior quando os aspirantes a sangue-suga que tramitam nos legislativos inferiores se ouriçam sentindo o cheiro do dinheiro. São vorazes iguais a tubarões sentido o cheiro de sangue, e apressadamente aprovam leis reajustando os próprios salários com base em seu exemplo maior vindo do congresso nacional. Querem também mais, mais e mais. Os políticos estão virando uma espécie de praga com apetite incontido que cada vez mais sugam recursos do Brasil.
E o país não cresce, e os impostos são cada vez mais pesados para sustentar essa malta. E entramos numa roda viva onde todos querem tirar seu pedaço do bolo, onde o objetivo maior e se dar bem em cima dos recursos públicos. Onde cada vez mais aparecem motivos e justificativas para anestesiar a consciência de quem rouba. Onde roubar recursos públicos passa a não ser crime e sim uma necessidade imposta pelo ambiente !
Até quando isso vai ? não sei. Em outros países, em outros contextos, já teríamos motivos para uma revolução, ou uma convulsão social. Mas estamos no Brasil. Um país onde as coisas de maneira geral se resolvem sem grandes convulsões sociais. Onde as coisas se ajeitam, onde é preferível deixar pra lá, onde não existe espírito de coletividade, e nem consciência do que é sociedade. Onde quando a farinha é pouca o meu pirão vem primeiro.
Enfim, não é que os deputados se achem seres a parte. Eles não o são. Eles acham que são nós mesmos, que na primeira oportunidade de se dar bem, tem que se dar bem mesmo. E se dar bem na acepção negativa do termo, na filosofia da lei de gerson, no domínio do "eu não sabia". É assim que são eles... um brasileiro sem consciência e sem escrúpulo, e agora, sem nenhuma força moral, política ou de qualquer natureza que lhes cause constrangimento ou que possa lhes impedir de cometerem tantos absurdos. Pois é da fraqueza moral coletivas que os canalhas aurem suas forças.
Até quando ? quem sabe dizer ?
um deputado brasileiro acha que deve ganhar cerca de 65 vezes o valor do salário mínimo. Isso sem falar nas mordomias como auxílio moradia, auxílio paletó, verba de gabinete, etc, que elevam o custo de um deputado federal para quase 80 mil reais por mês. Isso sem considerar os décimo-terceiros, décimo-quarto e décimo quinto-salários que eles recebem. Ser eleito deputado virou uma forma de ficar rico no Brasil.
A situação fica pior quando os aspirantes a sangue-suga que tramitam nos legislativos inferiores se ouriçam sentindo o cheiro do dinheiro. São vorazes iguais a tubarões sentido o cheiro de sangue, e apressadamente aprovam leis reajustando os próprios salários com base em seu exemplo maior vindo do congresso nacional. Querem também mais, mais e mais. Os políticos estão virando uma espécie de praga com apetite incontido que cada vez mais sugam recursos do Brasil.
E o país não cresce, e os impostos são cada vez mais pesados para sustentar essa malta. E entramos numa roda viva onde todos querem tirar seu pedaço do bolo, onde o objetivo maior e se dar bem em cima dos recursos públicos. Onde cada vez mais aparecem motivos e justificativas para anestesiar a consciência de quem rouba. Onde roubar recursos públicos passa a não ser crime e sim uma necessidade imposta pelo ambiente !
Até quando isso vai ? não sei. Em outros países, em outros contextos, já teríamos motivos para uma revolução, ou uma convulsão social. Mas estamos no Brasil. Um país onde as coisas de maneira geral se resolvem sem grandes convulsões sociais. Onde as coisas se ajeitam, onde é preferível deixar pra lá, onde não existe espírito de coletividade, e nem consciência do que é sociedade. Onde quando a farinha é pouca o meu pirão vem primeiro.
Enfim, não é que os deputados se achem seres a parte. Eles não o são. Eles acham que são nós mesmos, que na primeira oportunidade de se dar bem, tem que se dar bem mesmo. E se dar bem na acepção negativa do termo, na filosofia da lei de gerson, no domínio do "eu não sabia". É assim que são eles... um brasileiro sem consciência e sem escrúpulo, e agora, sem nenhuma força moral, política ou de qualquer natureza que lhes cause constrangimento ou que possa lhes impedir de cometerem tantos absurdos. Pois é da fraqueza moral coletivas que os canalhas aurem suas forças.
Até quando ? quem sabe dizer ?
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Paranóia brizolista
O Brizola tinha sempre um judas
Em que adorava bater.
Não era uma personalidade
Mas uma emissora de TV.
As culpas de todos os erros
e as tramóias no mundo todo
eram forjados ou tinham enrredo
apoiado pela rede globo.
Mas veja lá um instante,
um instante com atenção...
veja como é intrigante
nessa emissora, a programação.
Tudo é tão belo e normal
mesmo o crime em toda cidade
pois há sempre um depoimento cabal
das supremas autoridades
Mas o que me deixa embasbacado e bobo
é o jornal nacional
jóia maior na coroa da globo.
É incrível perceber e prestar atenção
como sempre é favorável ao governo
as notícias e a editoração...
Quando a coisa está ruim
sem muita justificativa
fala-se um pouco no início
e termina-se com uma nota festiva
Quando a coisa está boa
num clima de empolgação
alguma história de um minuto
toma quase toda editoração.
Tem um formato sóbrio
como se fosse oficial
como se fosse o oráculo da verdade
da verdade última e ululante
da única verdade que deve ter
um povo dócil e ignorante.
MCavalcanti
Em que adorava bater.
Não era uma personalidade
Mas uma emissora de TV.
As culpas de todos os erros
e as tramóias no mundo todo
eram forjados ou tinham enrredo
apoiado pela rede globo.
Mas veja lá um instante,
um instante com atenção...
veja como é intrigante
nessa emissora, a programação.
Tudo é tão belo e normal
mesmo o crime em toda cidade
pois há sempre um depoimento cabal
das supremas autoridades
Mas o que me deixa embasbacado e bobo
é o jornal nacional
jóia maior na coroa da globo.
É incrível perceber e prestar atenção
como sempre é favorável ao governo
as notícias e a editoração...
Quando a coisa está ruim
sem muita justificativa
fala-se um pouco no início
e termina-se com uma nota festiva
Quando a coisa está boa
num clima de empolgação
alguma história de um minuto
toma quase toda editoração.
Tem um formato sóbrio
como se fosse oficial
como se fosse o oráculo da verdade
da verdade última e ululante
da única verdade que deve ter
um povo dócil e ignorante.
MCavalcanti
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