Nativismo
Eu sou um homem sem terra
não tenho raiz, nem tenho chão
não me enternece a saudade
de lugar ou de um rincão.
Fui andarilho da vida
mil lugares visitei
mil chegadas, mil saídas
em nenhum deles fiquei
Vivo assim como uma moringa
que não tem àgua por dentro
duro pote de cerâmica
que não abençoa o sedento
Mas o céu que me acompanha
é o mesmo pra todo lado
é o que encobre as querências,
as areias e o banhado
Que também cobre os rios,
as baías e os sertões
É o céu que abençoa tanto a um
quanto às muitas multidões.
E então meu coração se apacenta
esqueço o sapato e fico com o chapéu
Pois se sou um homem sem chão
Não sou um crente sem céu !
sexta-feira, julho 23, 2010
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