Eu tinha uma taça cristalina
Ficava no centro da casa
Linda menina.
Mas eu fui descuidado
Pura rotina.
Não percebi o perigo que andava
Pela surdina.
E a taça levou uma pancada
Tombou quebrada.
Era tão apegado
Que achava que um remendado
Poderia consertar.
Ah ! mas quando se é desajeitado
Há sempre um preço a pagar.
Nem o esforço mais perfeito
Fará eu esquecer o jeito
Que tudo tinha antes de quebrar.
E a taça assim remendada
Não pode ser mais usada
Como era antes de quebrar.
Pois sempre ficará a lembrança
E também a desconfiança
De que o remendo...
Não irá funcionar.
