sexta-feira, setembro 25, 2015

A taça

Eu tinha uma taça cristalina
Ficava no centro da casa
Linda menina.

Mas eu fui descuidado
Pura rotina.

Não percebi o perigo que andava
Pela surdina.

E a taça levou uma pancada
Tombou quebrada.

Era tão apegado
Que achava que um remendado
Poderia consertar.

Ah !  mas quando se é desajeitado
Há sempre um preço a pagar.

Nem o esforço mais perfeito
Fará eu esquecer o jeito
Que tudo tinha antes de quebrar.

E a taça assim remendada
Não pode ser mais usada
Como era antes de quebrar.

Pois sempre ficará a lembrança
E também a desconfiança
De que o remendo...
Não irá funcionar.

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