Quero ver a agitação com calma e sem raiva,
porque cansei de ter raiva.
É cansativo participar do turbilhão
cansa se revoltar, tentar agitar a multidão.
Quero ver a agitação com calma e sem paixão
porque as paixões cansam...
as paixões consomem horas e energia com voracidade
e nessa minha idade... tenho que dosar
Quero ver a agitação com calma e sem gritaria
porque os gritos me angustiam
porque no verbo violento está o gérmen
de um fruto amargo e sangrento.
Quero ver a agitação com calma e sem temer juízos
porque os juízos cansam
porque por mais que se inteire de tudo
sempre ao seu lado alguém o julgará alienado.
Quero ver a agitação com calma e buscando meu norte
porque essa sorte de eventos me enjoa
é muito interesse mesquinho, é muito sentimento daninho
quero mesmo é me afastar de tudo isso.
Quero ver a agitação com calma e buscando o que fazer
buscando o bem que eu consigo realizar
porque nesse aspecto ainda faço tão pouco
e esse mundo meio louco precisa de ação para se reparar
Quero ver a agitação
com calma
sem sufoco
de alma...
e pouco a pouco.
Que Deus me guie,
e que me envie proteção.
quarta-feira, fevereiro 24, 2016
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Belo poema.
Há relações com o tom pessoano, principalmente com Fernando Pessoa Ortônimo e Álvaro de Campos.
Postar um comentário