Do céu azul fui ao chão
asa partida e dor são
meios companheiros de agora
numa agonia que não vai embora.
É primavera sem flor
paixão floriu sem amor
inverno em meu coração
é o fim do sol no verão.
Sem graça, não tem sorriso
impreciso ranger de dentes
ao som dos guizos que flutuam inutilmente
se é permanente essa dor, essa agonia
é imanente a tristeza nesse dia.
E continua essa dor dentro do peito
não sei direito em quem rumo eu estou
esvaziou um coração meio sem jeito
defeito, vazio e fumaça foi o que restou.
Do céu azul fui a chão
asa partida e dor são
meus companheiros na queda
na quebra de toda esperança
Criança em mim foi embora
agora é só escuridão que passa
e nem o álcool ou fumaça
me anestesiam
E continua essa dor dentro do peito
não sei direito como vou sobreviver
vou escrever tudo isso dese jeito
quem sabe um dia eu consiga entender.
Vidraça,
e uma pedrada
que estilhaça em mil pedaços
estou descalço recebendo cortes no chão
E o céu azul brilha acima indiferente
e continua o mundo em sua direção.
É queda...
que acaba...
no fim.
domingo, outubro 16, 2016
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