domingo, outubro 16, 2016

Queda

Do céu azul fui ao chão
asa partida e dor são
meios companheiros de agora
numa agonia que não vai embora.

É primavera sem flor
paixão floriu sem amor
inverno em meu coração
é o fim do sol no verão.

Sem graça,  não tem sorriso
impreciso ranger de dentes
ao som dos guizos que flutuam inutilmente
se é permanente essa dor, essa agonia
é imanente a tristeza nesse dia.

E continua essa dor dentro do peito
não sei direito em quem rumo eu estou
esvaziou um coração meio sem jeito
defeito, vazio e fumaça foi o que restou.

Do céu azul fui a chão
asa partida e dor são
meus companheiros na queda
na quebra de toda esperança

Criança em mim foi embora
agora é só escuridão que passa
e nem o álcool ou fumaça
me anestesiam

E continua essa dor dentro do peito
não sei direito como vou sobreviver
vou escrever tudo isso dese jeito
quem sabe um dia eu consiga entender.

Vidraça,
e uma pedrada
que estilhaça em mil pedaços
estou descalço recebendo cortes no chão
E o céu azul brilha acima indiferente
e continua o mundo em sua direção.

É queda...
que acaba...
no fim.

Nenhum comentário: