terça-feira, novembro 27, 2018

Até qualquer dia desses

Até qualquer dia desses
Caso a gente se encontre andando por aí...
E eu te reveja e perceba
Que você pouco mudou desde então.

Até qualquer dia desses
Quando eu me acostumar
Que você não mais está ao meu alcance
E em um relance eu me lembre do teu sorriso.
E de improviso comece a sorrir também.

Até qualquer dia desses
Quando um pote de sorvete
Cortar meu dedo novamente
Porque estava displicente
Só pensando em você.

Até qualquer dia desses
Quando eu ver tua lembrança
Em um quadro de esperança
Onde possa te rever.

Até qualquer dia desses
Se puder pessoalmente
Eu te fale novamente
Tudo aquilo que você já sabe.

Mas se esse dia não vier
Ficarão doces lembranças
Que você sabe que eu tenho
Com carinho especial.

Até qualquer dia desses
Desses dias que desejo
Tua pele e teu beijo
Novamente junto a mim.

sábado, novembro 24, 2018

Sem lhe conhecer

Já cansei de lhe buscar,
Já não mais busco,
Deixo a vida lhe mostrar
Quem sabe em um susto...
Deixo a alma se equilibrar
Sem nenhum custo
Deixo o amor me procurar
Se achar que é justo.

Ou então, quem vai saber
Seja assim o meu viver.
Sem mais lhe procurar
E sem... lhe conhecer.

sábado, novembro 10, 2018

Covardia sensata

Não sou eu que espero o que não vem,
Não sou eu que desejo o que não se tem,
Não sou eu que se apaixona pelo vento,
Não sou eu sob a lápide de cimento.

É essa parte de mim que imagina apressada
E que dobra a esquina, desesperada
Com o coração a sair pela boca
Com a alma descompensada e louca.

Tudo isso é essa parte de mim que escondo
No submundo profundo do inconsciente
Caminhando em lama e escombros
Dos escaninhos obscuros da minha mente.

É essa parte que espera uma paixão
No próximo encontro vespertino
E anseia trazer luz para a escuridão
Que assombra meus pesadelos de menino.

Mas não...
Não sou eu quem anseia,
Não sou eu quem espera,
Eu fico aqui parado
Procastinando a própria vida...

E quem sabe a vida...
Por piedade,
Tome conta de mim.