Não sou eu que espero o que não vem,
Não sou eu que desejo o que não se tem,
Não sou eu que se apaixona pelo vento,
Não sou eu sob a lápide de cimento.
É essa parte de mim que imagina apressada
E que dobra a esquina, desesperada
Com o coração a sair pela boca
Com a alma descompensada e louca.
Tudo isso é essa parte de mim que escondo
No submundo profundo do inconsciente
Caminhando em lama e escombros
Dos escaninhos obscuros da minha mente.
É essa parte que espera uma paixão
No próximo encontro vespertino
E anseia trazer luz para a escuridão
Que assombra meus pesadelos de menino.
Mas não...
Não sou eu quem anseia,
Não sou eu quem espera,
Eu fico aqui parado
Procastinando a própria vida...
E quem sabe a vida...
Por piedade,
Tome conta de mim.
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