quarta-feira, janeiro 08, 2020

Tempestade

Pois que te furtas de mim tão de repente
Que ao volver o olhar já não te vejo
Tenho o peito a arfar incomodamente
E desejo agarrar a lembrança de teu beijo.

Entre idas e vindas a beijar teu quadril
Eu perdi-me nos aromas dos teus  perfumes
A virar e revirar em movimento febril
Ao opúsculo que retrata nossos novos costumes.

Esquentei-me em calores ora imensuráveis
E provei de sabores só para o meu paladar
Construindo memórias para sempre duráveis
De intensa paixão que não pude domar.

Fostes chuva e tempestade
Que passou no meu caminho
Com infinita intensidade
Deixando-me no fim... sozinho.

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