Tão pouca coisa faz diferença.
Quase nada disso importa.
De longe eu sinto tanta descrença,
Que não quero nem mais abrir a porta.
Esse alarido, essa gritaria
Não serão nem eco
Daqui a quinhentos mil dias.
Aff
Cansei desse povo
Cansei de mim mesmo
Respondendo de novo.
Esse povo.
Vivendo em uma época de ouvidos moucos
Numa cacofonia de zumbidos loucos..
E o mundo ensina
Com o que se chama de castigo
E normalmente se declina
Os conselhos desse amigo.
Aff
Farto até o pescoço
Das figueiras de folhas pomposas
Que não produzem sequer caroço
E nem dão sombra amistosa.
Aff
Mas não vale nem a pena pegar o facão
Pra cortar essas inúteis
E queimá-las em pleno chão.
Tudo é tão chato
Tudo tão insuficiente
Sinto falta do sensato
Calado permanentemente.
Agora é isso
Depois não é mais
Esse chão movediço
Está sempre indo pra trás.
Aff, aff, aff
Tão pouca coisa faz diferença
Tão pouco, realmente importa.
Valores, rumores ou crenças
O jeito certo, a maneira torta.
Em algum momento dessa jornada
Eu perdi a minha condução
E agora, a pé, na estrada
Testemunho toda essa situação.
A alma cansa...
Essa é uma verdade
E a tal esperança
Morre de ansiedade...
quarta-feira, julho 01, 2020
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