Ah... Ele era um ser dos livros...
Na sua sala, na sua mala, em qualquer lugar...
Romances e ficções,
Instigantes imaginações,
Amores intensos, mistérios imensos...
Castelos e lutas,
Versos e sentimentos...
E o tempo inclemente,
Passava indiferente
A essa fome de informação,
De ficção, de inspiração...
E sua história, foi não ter história,
Nem glória, nem vergonha,
Nem uma boca risonha,
Nem amor, nem nada
Só uma página em branco...
Sem uma letra sequer... Apagada.
A imensa biblioteca
Onde viveu enfurnado
Foi também prisão
Onde foi acorrentado
Virou um imenso repositório
Lotado de sementes
Que nunca germinaram
Não alimentaram nenhuma gente.
Tanto conhecimento,
Tanta erudição,
Foram juntos para o túmulo
Sem nenhuma aplicação.
domingo, julho 19, 2020
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário